Pensamento da semana

"But we're never gonna survive, unless we get a little crazy"

Seal - Crazy
.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Janelas sobre as paredes


Cheguei à conclusão que acho que não estou postando tanto quanto poderia. Então resolvi postar mais uma vez hoje. Mas como não sei sobre o que falar então resolvi colocar este pequeno poema abaixo. Leia e reflita.

Janelas sobre as paredes

Escrito em um muro de Montevidéu: As virgens têm muitos Natais, mas nenhuma Noite Boa
Em Buenos Aires: Estou com ome. Já comi o f
Também em Buenos Aires: Ressuscitaremos, ainda que isso nos custe a vida!
Em Quito: Quando tínhamos todas as respostas, mudaram as perguntas.
No México: Salário mínimo para o Presidente, para ver o que ele sente.
Em Lima: Não queremos sobreviver. Queremos viver.
Em Havana: Tudo é dançável.
No Rio de Janeiro: Quem tem medo de viver não nasce.

Cometário tosco: o sistema fede!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Para onde vamos?


A pergunta acima última das questões clássicas sintetizadas na frase “quem somos, de onde viemos e para onde vamos”. Já teci alguns comentários sobre as duas primeiras em postagens anteriores. Sinceramente, sugiro que não perca seu tempo lendo elas, mas se insistir pode encontrá-las aqui e aqui.
Afinal, para onde caminha a humanidade? Será mesmo que é à passos de formiga e sem vontade? O compositor que me desculpe, mas eu discordo, mas não leve minha opinião a sério. De qualquer forma, acredito que já chegamos num estágio bem avançado da nossa tecnologia e ciência, porém não tanto quando desejamos. Se você pensar bem, nunca antes na história foram feitos tantos avanços nessas áreas quantos os últimos séculos.
Desde que o homem se entende como tal e desenvolveu dentro de si o conceito de cultura ele tenta cada vez mais manipular e entender a natureza a seu favor. Começou dominado o fogo, depois inventou a roda (não necessariamente nesta ordem), criou a escrita. Ao mesmo tempo inventava o Estado, civilizações surgiam, outras desapareciam. Filósofos gregos se perguntaram sobre questões filosóficas. Inventou-se a impressa e os fogos de artifício.
 Depois da Revolução Industrial o negócio andou mais rápido acumulamos em dois séculos mais conhecimento que acumularmos em mais de 2 mil anos. E no século vinte presenciamos talvez a maior revolução científica desde a invenção da escrita. Entendemos o universo como talvez nunca houvéssemos sonhado e agora ansiamos por uma compreensão mais profunda.
Tudo isso, é claro, é a parte boa. A parte ruim é que quem fez tudo isso foi o homem. O mesmo homem que cria, mas também destrói. O mesmo homem que tem sede de conhecimento também tem sede de poder. O mesmo homem que inventou a vacina também criou a bomba atômica. Sim, o homem.
Muitos acreditam que possa existir vida inteligente fora da Terra, mas até agora não se teve confirmação. Alguns afirmam que tais civilizações não existem mais por que quando chegam a um nível tecnológico avançado elas se autodestroem numa guerra interna. Considerando esta possibilidade, é possível que a humanidade esteja caminhando para isso.
Eu procuro ser otimista e ainda acredito na raça humana. Será o futuro da humanidade achar as respostas para seus questionamentos ou a sua autodestruição? Ninguém sabe. Até, viveremos nossas vidas e seguiremos nossas rotinas. A passos de formiga e sem vontade.

domingo, 10 de julho de 2011

Mais pérolas do YR


Depois do primeiro post sobre pérolas do Yahoo Respostas, aqui está outro com nova safra. Alguns dessas já são clássicas outras são novas. Novamente para manter a fidelidade, as perguntas foram escritas tal como foram encontradas no site, com erros de português e tudo.
Como disse o filósofo Voltaire, "devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas." Sendo assim, leia e ria da estupidez humana.

- Se as galinhas dessem leite era q cor?
(Primeiro arranje uma maneira de transformar uma ave num mamífero, depois cuidamos dos detalhes)

- Se Brasil é mais grande que europa porque não podemos ser mais poderoso?
(Esse é revolucionário! Um dia, quem sabe, pode ser presidente...)

- Como se faz para participar de um filme pornô gay?
(Na descrição ainda diz que está fazendo uma pesquisa para um amigo. A mim essa desculpa não convenceu)

- Quando devo falar sobre sexo para o meu cachorro?
(Quando ele entrar na puberdade, foi a melhor resposta)

- ESTA NASCENDO UM CHIFRE ROXO na minha cabeça?
(Isso é uma pergunta ou afirmação?)

- Se Jesus tivesse morrido eletrocutado vc colocaria uma cadeira elétrica na parede da sala de jantar?
(Com certeza, eu não)

- Por que eu não tenho rabo?
(É melhor eu nem comentar!)

- Onde eu baixo um processador dual core? AJUDE?
(Ouvi dizer que tá em promoção no site do Shoptime)

- Usar talheres nas refeições é coisa de mulherzinha ou homem também pode, sem ferir sua masculinidade?
(Claro, ou você acha que ainda vivemos nas cavernas?)

-COMO DESLIGAR O CAPS LOCK?
ONTEM ACIDENTALMENTE LIGUEI E NÃO SEI COMO DESLIGAR, TODOS OS MEUS AMIGOS ESTÃO FURIOSOS POR QUE ELES ACHAM QUE ESTOU GRITANDO COM ELES NA INTERNET. ESTE PROBLEMA ESTÁ LITERALMENTE ARRUINANDO MINHA VIDA E DESPEDAÇANDO MINHA FAMÍLIA.
(Ih, é melhor chamar a assistência técnica)

- Quando eu terei minha primeira menstruação?
(Detalhe, quem fez a pergunta era homem, ou pelo menos o nome era. Estava preocupado porque já tinha 17 anos e ainda não havia “descido”.)

- O tempo que a gente gasta no Yahoo Respostas conta como aposentadoria pelo INSS?
(Não, a menos que você assine a carteira)

- Quando uma prostituta engravida, é considerado acidente de trabalho?
(Acho que tecnicamente, sim)

E a minha favorita até agora:
- Comprei uma máquina do tempo de mini-cilindros, e quero viajar até a antiguidade, mas não consigo. Eu ativo o ventilador mas aquele troço de metal (não sei o nome) não gira até a velocidade da luz. O que devo fazer?
Essa tenho que postar a “melhor resposta”:
Resposta: Pela descrição do problema o defeito é no capacitor de fluxo. O problema decorre da alteração das características intrínsecas dos materiais utilizados na forja, que alteram seus valores da tabela triboelétrica. Tente achar o novo coeficiente de Reynolds e utilize o diagrama de Moody. Não utilize a carta de Smith para o cálculo. A imprecisão dela resulta em variações imprevisiveis, conforme o experimento do Gato de Schrodinger comprovou.

Comentário final: OMG, onde esse mundo vai parar?! Mesmo assim, ainda acredito na raça humana.

sábado, 9 de julho de 2011

De onde viemos?


Continuando nossa jornada por debates filosóficos, hoje vamos refletir sobre a pergunta “de onde viemos?”. Outra vez, o ponto aqui é sabermos exatamente o que queremos saber. O que, na verdade, é bem simples: qual a origem do ser humano? Temos respostas de vários campos do conhecimento.
A ciência tem uma resposta geral que é praticamente consenso, uma vez que hoje quase todo cientista de respeito acredita na teoria da evolução. Como todos sabem, em termos bem gerais, tal teoria diz que a vida surgiu na Terra a partir de organismos unicelulares simples que evoluíram progressivamente para seres mais complexos. Desse ponto de vista, alguns poderiam pensar que o ser humano seria inevitavelmente o ápice perfeito desse processo, ou pelo menos estaria a caminho disso.
Não creio sinceramente nisso, por dois motivos. Primeiro porque sou uma das poucas pessoas com algum interesse em ciência que não acredita na teoria da evolução. O segundo é que se realmente a evolução existisse e valesse a premissa do último parágrafo, as formas mais simples de vida não existiriam mais, pois teriam sido superadas pelas mais complexas.
Não estou aqui para discutir se a teoria da evolução é correta ou não. O fato é que ela apresenta falhas ou pelo menos ainda está incompleta. Especificamente com relação à origem do Homo sapiens ainda há dúvidas a serem esclarecidas e nem mesmo foi encontrado o tal elo perdido.
Antes de terminar sobre evolução, gostaria apenas de corrigir um erro que muitas pessoas cometem. A teoria não afirma que descendemos dos macacos e sim que nós e os atuais macacos temos um ancestral comum, o que é completamente diferente.
Fora o lado da ciência, temos o lado da religião. Aqui temos uma salada de idéias e opiniões. A origem do homem vai depender da sua crença religiosa. Para os cristãos e judeus, Jeová (sim, é o mesmo deus, não sabia?) criou não só o homem, mas tudo que existe. Os mulçumanos dirão que foi Alá. Os antigos gregos acreditavam que os homens, deuses e titãs são todos filhos de Gaia e Urano.
Seja como for, em todas as culturas humanas existem mitos de criação. Isso é uma indicação de que a ânsia por saber sua origem persegue o homem desde que ele se entende por gente. Na verdade, no fundo o homem sempre soube de sua inferioridade perante a natureza e o desconhecido, por isso inventou mitos para explicá-los.
O que eu penso de tudo isso? Bem, como homem da ciência, anseio por uma explicação racional que acredito que ainda não temos completamente. Também não nego minhas tendência religiosas (embora oficialmente não pratico nenhuma religião) que me impelem a acreditar numa força superior. Chame essa força do que quiser. Eu chamo de Deus.
De qualquer modo, não importa muito como chegamos aqui. A questão é saber o que nos espera, mas isso é outra história.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Quem somos?


Bem, como havia prometido, vou escrever algo sobre questionamentos filosóficos que tudo mundo já tá cansado de ouvir. A primeira é justamente o que está lá em cima, no título. Afinal de contas, quem somos nós, seres humanos?
A pergunta não é tão simples quanto parece. Respostas como “somos seres humanos” ou “somos Homo sapiens” não são o que esperadas. São simplistas demais. Bem, a pergunta em si é simplista e certamente não reflete o que realmente queremos saber. E o que queremos saber então? Sinceramente, não sei, mas acho que é algo sobre o que nos define como nós mesmos.
A pergunta tem várias respostas se considerarmos diferentes aspectos.
Biologicamente falando, é isso que tá escrito no parágrafo acima. Somos animais cordados vertebrados mamíferos primatas da espécie H. sapiens. Se preferir, somos um amontoado de moléculas que trabalham harmoniosamente para nos manter vivos. Ou apenas máquinas cuja única função é propiciar a propagação de nossos genes egoístas. Ou, mais simplista ainda, somos apenas poeira das estrelas.
Sim, de fato somos tudo isso (ou não, depende de suas concepções). Mas não é isso que reponde a pergunta. De fato, poderia ser dada uma descrição similar para qualquer ser vivo (e mesmo não vivos). É claro, a taxionomia da mosca é completamente diferente da taxionomia do ser humano, mas não há nada de essencialmente diferente.
O que afinal distingue os humanos dos outros animais? Bem, o homem se sobressaiu aqui na terra por causa de sua inteligência. De fato, a inteligência humana é sem precedentes, não tem nem como comparar com outros seres vivos. Mas isso não quer dizer que estes são desprovidos de inteligência. Na verdade, alguns chegam a ser quase (diria até) tão inteligentes quanto um ser humano. Cachorros, gatos, golfinhos, nosso primos primatas, todos esses já provaram ter um pouco de gênios.
Mas com o ser humano é diferente. Como diz nossa classificação no reino animais, o nós somos o homem que sabe que sabe. Até onde eu sei, o ser humano é o único animal que tem consciência que é inteligente. Ou seja, não somos apenas inteligentes, mas temos plena convicção disso e podemos usar isso a nosso favor (ou não). Dito de outra forma, somos a única espécie (nesse planeta, diga-se de passagem) que é capaz de parar e perguntar-se “quem sou eu?”.
Bem, na verdade isso não é consenso e o debate sobre consciência animal talvez esteja longe de acabar. De qualquer forma, acho que existe sim alguma diferença entre a inteligência humana e a inteligência animal e essa diferença é o que faz nós sermos nós.

sábado, 2 de julho de 2011

Grandes questões


Tenho escrito pouco nesses últimos dias. Novamente, isso tem um motivo forte: pura preguiça. Esse clima de férias deixa a gente meio ocioso. Fazer o quê? Bem, escrever é uma boa idéia, pelo menos eu acho.
Ter idéias, isso é uma característica bem humana. O homem em geral está sempre tendo idéias. Algumas boas, outras nem tanto. De fato, o ser humano é um ser muito curioso. Está sempre querendo entender o mundo ao redor, entender como a natureza funciona. É quase instintivo querer explicar fatos ainda não explicados.
Vai dizer que não é verdade? Claro que é, pergunte a qualquer criança. Na verdade, o mais provável é que ela te faça alguma pergunta. De todos os seres humanos curiosos, os mais curiosos são as crianças, pois estão sempre fazendo perguntas. O engraçado é que os adultos têm a maior dificuldade para respondê-las. De qualquer forma, o fato de as crianças serem naturalmente curiosa é um indício de que questionar está no sangue humano. Pelo menos é o que eu penso.
Quando crescemos parece que perdemos um pouco (ou quase tudo) dessa vontade de aprender. Não sei, talvez seja o sistema que nos aliena ou talvez não somos adequadamente educados para isso. O fato é que isso é uma pena, pois vontade de aprender é um dos primeiros pré-requisitos para ser um bom pesquisador. Na verdade, acho que posso dizer que cientistas são crianças crescidas que não perderam sua curiosidade natural.
Quando digo pesquisadores pode vir a mente a imagem um cientista preso em um laboratório. É talvez tenha me expressado mal, mas quis dizer qualquer pessoa que trabalhe com algum tipo de conhecimento, seja ela matemática, física, biologia, história, arqueologia e mesmo filosofia.
Me corrijam se eu estiver errado, mas na antiguidade qualquer um que trabalhasse com conhecimento era considerado filósofo. Só depois que as pessoas começaram dividir as áreas do conhecimento. Hoje se pode dizer que filósofo só pensa sobre coisas, mas isso não é totalmente certo, pois em essência é isso que todo cientista faz. Mas as questões mais, digamos, filosóficas, ficaram para os filósofos mesmo. Coisas do tipo, “quem somos, de onde viemos e para onde vamos”.
Na verdade, essa enrolação toda é só pra dizer que vou escrever uma série de posts sobre essas grandes questões filosóficas. Não sou filósofo e nem pretendo dar uma resposta definitiva para elas. Apenas fazer algumas reflexões sobre o tema, pensar um pouco. Ou isso ou fico aqui em casa sem fazer nada, se bem que algumas pessoas não vêem diferença significativa entre as duas opções. Infelizmente, tais pessoas a curiosidade natural que tinham.
Bem, até lá então.